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quarta-feira, 16 de março de 2016

Entrevista - Irene Chesman

Fonte da imagem: Irene Chesman

Diário - Nome, pseudônimo, data de nascimento e cidade natal.  
Irene - Irene Chesman,  19 de setembro de 1953, Brumadinho

Diário - Quando descobriu o interesse por literatura?
Irene - Quando descobri o interesse por literatura ?.Sempre gostei muito da leitura.
Mas sempre li muitos livros espiritas.

Diário - Qual foi o livro que menos gostou?
Irene - Todos que li gostei. Gostei de todos não tenho como dizer o que menos gostei.
Mas se tenho que dizer o que mais gostei foi,. “O preço de ser diferente”.

Diário - Como encara o momento crítico que o Brasil e outros países estão passando economicamente?
Irene - Bom pelos meus conhecimentos ,posso dizer pelo nosso Brasil .Está passando por grave   resseção  principalmente moral. Eu encaro particularmente sem alarde. Claro que temos que ter maturidade, mas não sou pessimista. Creio, que depois da tempestade virá uma calmaria.

Diário -Como encara a Era Digital, acredita que tomará conta futuramente do processo editorial ou sempre estará em condições paralelas?
Irene - A era digital já toma boa parte do processo editorial, más penso que sempre estará em condições paralelas

Diário - Como encara a educação escolar no Brasil? Ainda temos muito que aprender ou já estamos num patamar equivalente a outros países desenvolvidos?
Irene - A educação brasileira esta deixando muito a desejar. Pois ainda temos muito que aprender. Não estamos equivalente a outros países. A tendência e piorar, pois os próprios professores  estão sendo desvalorizados  em nosso pais . Os primeiros que deveriam ser valorizados, são os professores e as escolas e não é o que acontecendo, assim fica difícil.

Diário - O que pensa a respeito da linguagem dos jovens de hoje, acredita que se trata apenas de uma moda ou é um novo método de comunicação viável e futurista?
Irene - Sobre a linguagem dos jovens, acredito ser apenas a onda do momento, pois nós também tivemos a nossa linguagem a nossa onda, algumas permaneceram por longo tempo. Más quando vem outras gerações, muda-se todo o conceito, e tudo fica defasado. E inventam outra linguagem outros meios de comunicações. É alei do progresso.

Diário - Acredita que os brasileiros leem pouco?
Irene -Sim, o brasileiro pouco lê.

Diário - Cite três países exemplares em questão de leitura?
Irene - Índia –Ásia – Tailândia.

Diário - Qual seu escritor preferido?
Irene - Agatha Christie

Diário - Qual seu poeta preferido?
Irene - Victor Hugo.

Diário - Com qual livro se presentearia hoje?
Irene - "Lágrimas não é só de quem chora."..

Diário - Qual livro gostaria de ter lido?  
Irene - "O futuro da humanidade", "A hora do Adeus.".

Diário - Cite três livros que gostaria de ler na primeira oportunidade.
Irene - Eu te amo, papai". "Em algum lugar do passado" e "Eu voltei.".

Diário - Em poucas linhas, diga-nos, quem é Irene Chesman
Irene - Sou  uma mulher vivida, tenho uma fé inabalável, mas com um bom raciocínio, mas aceito ideias novas .Estou aberta para o aprendizado sempre . Não tenho ambição, mas aceito um bom desafio.
Esta sou eu –Irene Chesman


sexta-feira, 11 de março de 2016

Entrevista - R. Roldan-Roldan


Diário-) Nome, pseudônimo, data de nascimento e Cidade natal.
Roldan-) R.Roldan-Roldan, cidadão brasileiro, nascido na Espanha, criado no Marrocos, formação francesa. Romancista, contista, dramaturgo, poeta, pensador e articulista (seus artigos publicados num jornal estão editados no blog www.davidhaize.wordpress.com). Autor de 31 livros publicados fisicamente.

Diário-) Quando começou a escrever?
Roldan-) Comecei a escrever aos sete anos de idade. Compulsivamente.

Diário-) Como encara a situação das Editoras em relação aos livros digitais, acredita que todas se renderão ou fecharão as portas por não poderem acompanhar as edições por conta própria?
Roldan-) Sempre haverá leitores de livros de papel, mas a tendência e o futuro são os livros digitais.

Diário-) Tem obra(s) publicada(s)? Cite-a(s)
Roldan-) 31 livros publicados em papel. A obra inclui romances, contos, teatro e poesia. Poderia mencionar os romances Litterata ou O Doce Sorriso do Macho Satisfeito, Boa Viagem Sheherazade ou A Balada dos Malditos e Rapsódia Para Um viajante Solitário. No teatro, O Ato – Foder É Vermelho e As Papoulas de Constantinopla. Nos contos Juiz Casado, com Filhos Procura Homem Para Sexo Casual e Ao Sul do Desejo. Na poesia, Inidentidade (escrito em quatro línguas: portugês, inglês, espanhol e francês) e A Dor da Identidade, Khayyam, Tânger. E no epistolar, Cartas a um filho em Coma. Estes livros estão agora disponíveis para download na Amazon.     

Diário-) Como encara a situação do escritor no Brasil?
Roldan-) Num país que não lê se comparado com outros, a situação do escritor no Brasil só pode ser ruim.

Diário-) O que acha que deveria mudar nos planos de cultura no Brasil?
Roldan-) Pouco ou nada pode se esperar de um país que não prioriza a cultura, mesmo porque, no conceito do neoliberalismo e seu pragmatismo, a cultura não dá lucro, portanto é algo que não interessa ao sistema vigente.

Diário-) Qual foi o livro nacional que mais marcou sua vida?
Roldan-) Há vários livros nacionais que me marcaram. Poderia citar Avalovara, de Osman Lins, Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

Diário-) Acredita que os brasileiros estão perdendo o hábito da leitura?
Roldan-) Sim, o brasileiro está perdendo o hábito da leitura. É um longo processo de há décadas que vem se acentuando com o descaso do sistema em relação à cultura de modo geral. Mas, obviamente, não podemos esquecer que há um fator, a nível mundial, que é a expansão da cultura da imagem, que acaba se desdobrando na crescente ausência de raciocínio. Em outras palavras, cada vez existe menos espaço para pensar. Pede-se ao cidadão que compre cultura barata, superficial, de fácil digestão e que a degluta rapidamente para prosseguir com o consumo idiota e sem sentido. O seja, o absurdo de consumir por consumir. Logo, a cultura de massa é lixo descartável que não serve para nada, a não ser para alienar o consumidor. Qualquer escritor sério, que se preze, vai rejeitar esses montes de best-sellers – e aí incluo os famigerados livros de autoajuda – que assolam o mercado editorial e que não acrescentam nada à inteligência.    
  
Diário-) Além de escrever, pratica algum outro tipo de arte? 
Roldan-) Se não fosse escritor seria cineasta. Sou cinéfilo, mas não filmo. Tenho uma verdadeira paixão pelo cinema. Mas certamente não por aqueles blockbusters insuportáveis que parecem dirigidos a débeis mentais.

Diário-) Com qual livro você se presentearia hoje?
Roldan-) Com qualquer clássico. Desde os clássicos gregos aos clássicos modernos.

Diário-) Cite três autores que gostaria de homenagear
Roldan-) Citarei três autores que admiro e que me marcaram: Rimbaud, Khayyam e Nietzsche.  Identifico-me totalmente com o visionário francês, com o hedonista persa e com o niilista alemão. 

Diário-) O que acha dos jogos interativos? Acredita que podem ajudar crianças a aprenderem a ter gosto por leitura logo cedo?
Roldan-) Sou bastante cético a respeito.

Diário-) Se fosse para reescrever uma obra já consagrada, qual seria?
Roldan-) Das obras consagradas que amo não reescreveria nenhuma, embora eu seja muito exigente. Todavia, é bom frisar que nem toda obra consagrada é realmente uma grande obra. E isso ocorre em todas as manifestações da arte em geral. Às vezes se convenciona consagrar uma obra que deixa a desejar sob certos aspectos. Mas, por temor de parece ignorante, ninguém é capaz de contestar a qualidade dessa obra.  

Diário-) O que tem a dizer sobre a alfabetização de adultos?
Roldan-) A alfabetização de adultos é louvável, mas o fato de um cidadão saber escrever seu nome e ler (mal) não indica que o País tenha elevado seu nível cultural.

Diário-) Fale em poucas linhas quem é R.Roldan. Roldan
Roldan-) Como sou um animal literário – ou um animal intelectual, por assim dizer – apaixonado pela literatura, acho que a primeira das três melhores coisas da vida é escrever. Como sou sanguíneo e voraz, acho que a segunda melhor coisa da vida é copular. E como sou hedonista e gourmet, acho que a terceira melhor coisa da vida é comer. O exercício da escrita me proporciona um prazer que me eleva não só mentalmente, mas espiritualmente. O sexo me faz sentir vivo e me torna mais generoso, humilde e tolerante. A repressão sexual é uma violência contra o corpo e o espírito e é uma aberração. E o alimento encerra o que considero a divina trindade do hedonismo.

Sou, por linhagem da qual me orgulho muito, livre-pensador e libertário. E não tolero o achatamento do conhecimento humano em nome da religião ou de qualquer doutrina política. O cidadão é livre e tem por missão destruir tudo aquilo que atente contra sua liberdade. É de pasmar como, durante séculos, a classe dominante, fosse civil ou religiosa, esmagou todos aqueles que contestavam a verdade oficial, em nome da qual tudo o que a ela se opunha era eliminado. Os exemplos históricos estão aí para prová-lo. E frisemos que o homem honesto se atém apenas ao factual. Assim como um governo honesto deve se ater só ao factual e disseminar o conceito de verdade provada entre seus cidadãos. E para finalizar, é o suprassumo da ignorância achar que a Razão, ou racionalismo, elimina a espiritualidade, que, diga-se de passagem, pode ser laica.         


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Entrevista: Samir Karimo

Samir Karimo
Diário: Nome, pseudônimo, data de nascimento e Cidade natal.
Samir: Boa tarde, caro Diário dos Escritores, antes de mais nada, obrigado pela atenção. Chamo-me Samir Karimo, utilizei o S.Nodier somente no Contos infernais de charles Nodier. Nasci em Lisboa a 11 de junho de 1978

Diário: Qual o primeiro livro que leu?
Samir: O primeiro livro de que tenho memória é a versão infantil das Mil e Uma Noites. Fascinou—me pela coexistência entre génios, seres fantásticos e seres humanos, a história de Aladino, Xerazade, etc.

Diário: Quando percebeu o gosto pela Literatura?
Samir: Desde pequeno gostei sempre de Literatura Fantástica, mas despertei para a Literatura principalmente no Liceu e, depois, na Faculdade. Descobri autores fascinantes como Hoffmann, Kafka, Pirandello, Pessoa, Borges, Cervantes e não só.

Diário: Quantas obras já publicou? Quais?
Samir: Publiquei duas obras, uma em 2013 chamada  CONTOS INFERNAIS DE CHARLES NODIER com o pseudónimo S.Nodier que é uma tradução e seleção dos  melhores contos do Infernaliana de Charles Nodier  e, em 2015, publiquei o meu primeiro livro de originais em castelhano e em português chamado SOBRENATURAL.

Diário: O que acha da Cultura Portuguesa? Há muita diferença da Cultura Indiana, sua origem?
Samir: A Cultura Portuguesa é muito rica e, se juntarmos a exoticidade da Indiana, então temos algo verdadeiramente surpreendente. Claro que há algumas diferenças  de costumes e tradições, mas é isso que torna uma pessoa rica, tentar extrair o melhor que se tem de cada cultura e misturar num “caldeirão”.  Por exemplo, na história do Diário de um Sedutor, optei por utilizar a mitologia hindu para realçar o papel de certas Deusas Indianas que vão tentar ajudar o nosso querido Sedutor.

Diário: Por trabalhar com temas sobrenaturais em seus textos, acredita no sobrenatural ou apenas o usa como estilo literário?
Samir: Acredito que há coisas que nos ultrapassam completamente. Sempre gostei deste tema pois permite criar desafios à nossa imaginação. Até que ponto o leigo é capaz de explicar o inexplicável, até que ponto o racional é mesmo racional? Há fenómenos que vão para além da nossa razão.  Como estilo é um filão interminável que permite conceber mundos alternativos. Posso mesmo afirmar que neste livro o leitor vai mergulhar numa espécie  de sonho incoerente em que surgem as mais diferentes e bizarras situações.

Diário: Acredita que ser escritor é uma profissão viável ou apenas um passatempo?
Samir: Gostaria mesmo que fosse uma profissão viável, mas por enquanto é um passatempo. Quando tenho tempo escrevo e anoto tudo num caderninho onde vou registando tudo o que me chama a atenção: desde a maneira de andar, agir de uma pessoa ou mesmo uma situação que pode servir para escrever uma grande história.  Por enquanto trabalho como tradutor, mas espero um dia vir a  viver somente da escrita.

Diário: Vê alguma diferença do Governo de seu país em relação aos demais países da Europa?
Samir: É um país tolerante, pluralista e aberto a todas as confissões onde as minorias e diferentes credos estão bem enraizados e integrados.

Diário: Se não fosse escritor, o que seria?
Samir: Talvez ator pois gosto muito de representar.

Diário: O que acha a respeito da luta feminista, acredita que as mulheres estão finalmente conquistando seu espaço ou tudo não passa de manobra politica de terceiros?
Samir: Há lugar para todos e para tudo e tem que haver respeito mútuo. As mulheres têm que ter o seu espaço. Conquistar o espaço é uma coisa, mas se terceiros se aproveitam da política para fazer algo que achem que “está na moda ” é outra. Aliás, devia-se respeitar mais as mulheres pois são elas que um dia vão educar os nossos jovens e formar futuros líderes.

Diário: Qual livro leria novamente?
Samir: O sanatório de Cascais de Miguel Viqueira pois fala sobre Pessoa.

Diário: Qual livro gostaria de ter escrito?
Samir: O Pancha Tantra de Vishnu Sarma, para não citar outros.  É um livro que inspirou as modernas histórias e fábulas atuais.  Aliás, serviu de inspiração às MIL E UMA NOITES.

Diário: Cite dois poetas ou escritores que mais aprecia.
Samir: Não cito dois, mas três pois estão no meu coração. Unamuno, Pirandello e também Pessoa. Sempre me fascinou aquela questão do ser e não ser. Qual o papel que o ser humano ou  o “personagem” ser humano desempenha no mundo, algo debatido por estes autores.

Diário: Com qual livro se presentearia?
Samir: Não tenho um livro específico, mas todo aquele que sirva para educar e formar a gente do amanhã.

Diário: Fale em poucas linhas quem é Samir Karimo.
Samir: Samir Karimo  é um jovem escritor e tradutor que quer ver os seus amigos e não só felizes e cujo trabalho pretende servir de inspiração a outros e ajudar na sua educação enquanto cidadãos.


domingo, 17 de janeiro de 2016

Entrevista - Thymonthy Becker


(Obs.: a forma de escrever do entrevistado é devido ele ser estrangeiro e não estar habituado completamente com nossa língua.)



 -) Nome, pseudônimo, data de nascimento e Cidade Natal.

 Thymonthy: Thymonthy Thymberthy Becker Pwalwer Kkall Llee
 Thymonthy Becker, 26/01/1976
 Nascimento: New York City / New York / USA. Registrado: Newark / New Jersey / USA

-)  Quando percebeu o interesse pela literatura?

Thymonthy: Quando os meus 12 anos. Vendo um monte de eventos que aconteceram a nós em nossa família, decidimos escrever sobre eles. E este foi o primeiro livro que eu escrevi. Era chamado de "326", que foi o número de nossa casa em Newark. Atrás dele tem uma história muito legal, uma vez que foi escrito este livro, outra vez que eu vou te dizer como foi.

 -) Em seu país a literatura é bem difundida, divulgada,

Thymonthy: Generalizada, disseminada, incentivados e mostrado como um modo de ser e ter sucesso na vida. Apesar dos avanços tecnológicos de smartphones e computadores, cerca de 90% dos americanos le pelo menos um livro por ano e quase todas elas, acreditamos que nem toda a informação está disponível no site. A leitura é um hábito saudável e tê-lo como indispensável para um crescimento profissional

 -) Vê alguma diferença das editoras brasileiras ou de outros países em relação ao seu país? Qual?

Thymonthy: Eu vejo sim. Editoras do Brazil, por exemplo, têm medo de correr riscos. E quando o fazem timidamente.
Não me refiro apenas em relação a novos autores, mas no acompanhamento da evolução gráfica diferente.
Geralmente, espera-se que os Estados Unidos lançar a ideia e, em seguida, outras editoras fora do mundo para a cópia.
O progresso intelectual, da democracia e da economia de qualquer país são insustentáveis sem indústria editorial. Meu país vê desta forma, outros países, não dizem tudo, mas eu acho que o Brazil está entre eles, ver a indústria editorial como uma maneira de ganhar dinheiro apenas, por não dar a devida importância aos autores, leitores, que são uma parte essencial e próprio país, que depende destes leitores para fortalecer a democracia, conhecimento e valor humano.

  -) O que tem a dizer a respeito da nova onda de livros digitalizados, e-book’s?

Thymonthy: É a evolução. Não podemos ficar parados e não para trás. Nós só podemos avançar. E seguir em frente neste momento na história gráficos, são o e-book's.
Editores de meu país, como Viz, e Panini na Italy, oferecem toda a sua colecção de arte gráfica em versão digital (E-book)
No Brazil caminha timidamente ainda, talvez, como eu disse anteriormente, por medo de arriscar dos editores.
Editoras do Brazil e outros países ainda estão presos no passado, sem previsão de quando pensam no futuro.

 -) O que o trouxe para o Brasil? Exemplo: Nova experiência de vida, financeira, cultural e etc...

Thymonthy: Na verdade, eu vim porque minha família veio. Eu não queria vir. Há até uma história cômica da parte que eu não queria vir, mas trágica em termos de por que. Outra vez eu vou te dizer.
Mas isso não muda o fato de que eu me senti muito bem aqui, muito bem recebido e até mesmo por que não dizer, me fez popular nesta cidade muito acolhedora que é Divinópolis, onde eu já sou um longo tempo.
Mas eu vou voltar, eu não sei quando ainda, na minha cidade que eh o melhor do mundo. (Eu acho que todo mundo pensa assim de suas cidades)


 -) Como encara a situação dos moradores de rua sem estudo ou ao menos uma chance de aprender a ler e escrever?

Thymonthy: Primeiro você precisa saber quem os sem-teto e por que eles estão lá. Depois de saber quem se preocupa com eles. Muitos estão nas ruas por escolha e ainda são formadas. Aqueles que não o fizerem, todos nós somos responsáveis por eles.
Se você se deparar com uma comunidade de 100 famílias através de Necessidades e decidiu dar-lhes uma cesta durante todo o ano, para que  não morrer de fome, no final de um ano que você vê?
Você vê 100 famílias passando Necessidades.
Não temos de dar às pessoas o que elas precisam para viver. Temos que lhes dar a "vida" e assim possam decidir o que fazer com ela.

-) Já publicou algum livro?

Thymonthy: Sim. Um meio do drama intitulado "Eu Me lembro"
Coleção infantil de 12 livros, intitulado "No Fundo do Mar"

 -) Encara a literatura como hobby ou pretende levar a sério?

Thymonthy: Independente se vê como um passatempo, escrevendo livro é sério. Você estará passando informações e conhecimento para aqueles que leram.
Informação, cultura, educação e conhecimento são bens de valor incalculável e não deve ter preço. Deve ser compartilhado com o mundo e todos que nele vivem.
Ganhar dinheiro com isso, você tem que ficar em segundo plano.

  -) O que tem a dizer da suposta crise financeira mundial?

Thymonthy: A crise só existe em países que têm uma grande quantidade de dinheiro em circulação. E onde tem muito dinheiro ao redor, tudo pode ser resolvido.
Como a população está crescendo, o consumo vai crescer e mais dinheiro vem em circulação. Assim, a cada crise será temporário.
Nossos cientistas têm dor de cabeça para resolver a crise, quando a população começa a diminuir.
Os países pobres vivem uma crise eterna, como se fosse normal.

   -) Com qual livro o Thymonthy Becker se presentearia hoje?

Thymonthy: Com qualquer livro do poeta ee Cummings.
Ele era um dos favoritos de meu pai. E eu li no livro de meu pai um de seus poemas. Achei espetacular.
Era sobre correr riscos. Então eu decidi arriscar.
Correr os riscos meu amigo.

-) Qual o livro que mais marcou a vida de Rhymonthy Becker?

Thymonthy: Eu poderia dizer que o livro que eu escrevi e ainda não publicado, intitulado "E Se Fosse Verdade?". Não porque o livro tem marcado a minha vida, mas os fatos relatados neles marcou a minha vida, porque eu sou protagonista eles.
Mas li se apaixonou, como meu pai, quando eu li o livro "50 Poems" de EE Cummings

  -) Qual foi o primeiro livro que leu?

Thymonthy: Justamente este de EE Cummigs. 50 poems

 -) Tem projetos  para serem  realizados ou já esta realizando algum?

Thymonthy: Quando se trata de escrever projetos, eu tenho dois livros a serem publicados e 5 coleções infantis prontos, aguardando oportunidades que espero que acontecem este ano de 2016.
Quando se trata de projeto de vida, ser capaz de voltar a Newark. Melhor sentir falta do Brazil que de  Newark. (hhhhhhh)

  -) Fale um pouco de Thymonthy Becker.

Thymonthy: Super extrovertido, muito bem-humorado, em paz com a vida, rir muito (quase todos), raramente perco a paciência, eu acredito fortemente em pessoas (acho que um defeito), dou muito valor à família, considero amigos um bom valor , respeitar as diferenças. Eu condeno a  opressão contra qualquer povo, cor ou raça ou religião, odeio odiar. Eu gosto de assistir filmes na TV, nos cinemas, jogar jogos de vídeo games, praia, eco-turismo, passeio de carro por estradas de terra e conhecer pessoas e ouvir suas histórias de vida, tirando fotos, escrevendo (claro), do sol gosto e viver a vida como ela é.
Eu não quero ser ninguém além de mim.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Entrevista - Marcelo Nocelli



O Diário dos Escritores entrevista o escritor Marcelo Nocelli.
















Diário - Nome, pseudônimo, data de nascimento e cidade natal.
Marcelo - Marcelo Nocelli, nascido em janeiro de 1973, em São Paulo – SP.

Diário - Como e quando surgiu o interesse pela literatura?
Marcelo - Muito cedo. Desde criança, antes de aprender a ler, minha mãe já lia pra nós em casa. Acho que isso foi fundamental. Depois os gibis; turma da Mônica. Ainda antes de aprender a ler, olhava os quadrinhos e inventava as falas. E assim por diante, livros infantis, coleção vaga-lume... 
  
Diário - Como encara a era digital, acredita que o livro impresso tem seus dias contados?
Marcelo - Não sei se o livro impresso está com seus dias contados, mas a tendência é ir diminuindo. Eu ainda prefiro o livro impresso. E acredito que os da minha geração também. Os mais jovens, de 1990 pra cá, já cresceram (nasceram) na era digital, e pra eles é normal. Acredito que, enquanto, hoje temos livros impressos que também saem em versão digital, num futuro não muito distante, os livros serão digitais e alguns sairão em versão impressa. Algo como acontece hoje com o vinil.

Diário - O que acha das editoras que estão supostamente abrindo as portas para os novos escritores, visionárias ou aproveitadoras da situação econômica brasileira?
Marcelo - Aproveitadora não. Eu sou editor de uma pequena editora. Acho maravilho isso. Porque a maioria dos autores estreantes não tem muitas chances nas grandes editoras. São apostas que, quando bem-feitas, são ótimas (oportunidades) para ambos; autores / editoras. Crescem e aparecem juntos.

Diário - Como vê a educação pública no Brasil?
Marcelo - A educação pública, fora as universidades: estaduais e federais, é vergonhosa. O ensino básico já foi bem melhor, mas ainda funciona mais ou menos. Agora, quando entramos no fundamental I e II e ensino médio, aí a coisa é crítica. Terrível. Vergonhosa mesmo. E me parece que os governos não estão preocupados com isso e não fazem nada para melhorar, pelo contrário. Além das péssimas grades de ensino, condições escolares, material didático, metodologias e todo o sistema, as péssimas condições de trabalho e salário dos professores também contribui para o desanimo total da nossa educação. Não adianta programas sociais sem uma boa educação. Vamos continuar formando os patrões nas escolas particulares, e os empregados, cada vez mais ignorantes, nas públicas...    

Diário - Fale um pouco sobre sua caminhada para poder publicar o primeiro livro, quais as dificuldades e glórias?
Marcelo - Comecei a escrever muito cedo. No meu aniversário de doze anos ganhei, da minha mãe, uma coleção com 15 livros do Sítio do Pica Pau Amarelo, do Monteiro Lobato. Como não gostei muito dos finais dos contos, reescrevi todos a minha maneira. Depois disso, na adolescência comecei a escrever poemas que dedicava as meninas da classe. Logo em seguida, pequenos contos. Foi na época em que descobri Rubem Fonseca e fiquei impressionado com os contos e com o que se podia falar na literatura: tudo. Logo depois veio o curso técnico de eletrônica e a faculdade de tecnologia. Nessa época só lia. Lia muito. Então, quando terminei o curso, comecei a trabalhar como técnico numa gráfica que só fazia livros. Me encantava poder ler os livros enquanto eram fabricados, antes mesmo de chegarem nas livrarias. Foi quando resolvi arriscar escrever um romance. Ficou na gaveta durante anos. Em 2004 tive a oportunidade de fazer um curso na Alemanha, na matriz da empresa onde trabalhava. Fiquei três meses lá. E durante as noites, no hotel, retomei a escrita deste romance. (Talvez pela falta do que fazer). Quando voltei, mostrei para algumas pessoas que trabalhavam comigo. E meu chefe me indicou uma editora, cliente da gráfica. Posso dizer que tive sorte. Em 2007, “O Espúrio” meu primeiro livro, foi publicado. Em 2009 publiquei o segundo, “O corifeu assassino”, pela mesma editora. Em 2010 abandonei o emprego e me tornei consultor técnico, trabalhando como profissional autônomo. E, finalmente, puder cursar a faculdade de Letras que tanto queria. Em 2013, com um colega da turma de letras, abrimos a Editora Reformatório, por onde publiquei meu terceiro livro (o primeiro de contos) “Reminiscências”. Em 2014, “O Espúrio” foi traduzido e publicado na Alemanha, e “O corifeu assassino” traduzido e publicado na Itália.        

Diário - Fale um pouco a respeito sobre divulgações de obras, dificuldades, facilidades, meios de se conseguir divulgar um livro e etc...
Marcelo - Acho que a internet mudou tudo nesse sentido. Hoje o próprio autor pode fazer a divulgação e falar direto com os leitores pelas redes sociais. Também há diversos blogs e sites que abrem esse espaço. Acho que o maior problema é que, com a educação tão ruim, cada vez mais, diminui o número de leitores. Também existe a difícil batalha da concorrência com os “booms literários” que já chegam vendidos, com campanhas de divulgação milionárias e o alto número de livros publicados, só no Brasil são 5.000 todos os anos. Não temos leitores para tudo isso...

Diário - Qual foi o primeiro livro que leu?
Marcelo - Fora os gibis, o primeiro mesmo foram os livros da coleção do “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Depois a coleção vaga-lume, li todos. 

Diário - Qual o escritor favorito?
Marcelo - Cyro dos Anjos.

Diário - O que acha das guerras no Oriente Médio, acredita haver uma solução de paz?
Marcelo - O Oriente Médio, desde a antiguidade, sempre viveu em conflito. Depois das I e II Guerras Mundiais, a coisa piorou ainda mais. Porque se antes, a maior parte das brigas era por religião ou demarcações de terra, depois das guerras, as mudanças, trazidas de fora para dentro pioraram ainda mais a situação, inclusive levando também, armamentos de maior poder de destruição. Agora, além da religião e disputa de fronteiras, ainda há rivalidades e interesses econômicos e políticos. Sinceramente, não vejo muitas possibilidades de solução. A guerra já faz parte da cultura deles. Mas, como não entendo do assunto, espero que eu esteja enganado.

Diário - Com qual livro se presentearia hoje?
Marcelo - Com o box da coleção completa de Machado de Assis. Um sonho. Mas é muito caro.

Diário - Vê alguma solução para os moradores de rua?
Marcelo - Infelizmente, não. Vejo possibilidade e programas que podem tentar diminuir essa situação. Mas solucionar e zerar de vez, não. Enquanto vivenciarmos esse capitalismo predatório, não vejo solução. Mas, assim como no caso da guerra no Oriente Médio, espero, sinceramente, estar enganado mais uma vez.

Diário - Acredita que há desemprego no país?
Marcelo - É visível. Nesse momento, passamos por mais uma crise, e isso sempre gera maior número de desempregados. Algumas empresas passam realmente por dificuldades. Outras se aproveitam. Sempre houve e sempre haverá desemprego. Por vezes, em proporções maiores, em outras ocasiões, menores. O período de transição tecnológica que atravessamos também contribui. Algumas profissões acabaram. É o caso do montador de fotolito gráfico, por exemplo. Não existe mais. Em compensação hoje existem vários profissionais ligados à área da computação gráfica que antes não existia.  

Diário - O que acha dos movimentos culturais, em principal os Saraus?
Marcelo - Gosto muito dos saraus. Eu mesmo apresentei um durante cinco anos. O Sarau da Camarilha. Além da divulgação dos autores, algo que gosto muito nos saraus é a possibilidade de conhecer os artistas, firmar novas parcerias e amizades. Também me impressiona o fato de cada sarau ter sua cara própria. Se você vai ao EITA Sarau, por exemplo, tem uma cara. O Sopa de Letrinhas, outra. E ambos acontecem, atualmente, no mesmo lugar: no Julinho Clube. Isso também é um fato bacana. Apesar das propostas serem as mesmas, o público muda, os artistas mudam e você reconhece em cada um, uma particularidade. Isso também me motivou a conhecer diferentes saraus por São Paulo. Além de tudo isso, o sarau mantém aquele espirito e beleza da poesia declamada que emociona. 

Diário - Além da literatura, tem outro ofício? Qual a importância dele?
Marcelo - Sou técnico gráfico. E continuo exercendo a profissão. É o que garante o sustento da minha família E vez ou outra, ainda financia algumas loucuras literárias.

Diário - Com poucas linhas, nos apresente o Marcelo Nocelli.
Marcelo - Um cara emotivo. Que tenta ser melhor a cada dia. Um apaixonado por livros. Não só no livro como “produto final”, mas por todo o universo que envolve a criação de um livro. Desde a escrita, passando pela produção, até a leitura.