sábado, 27 de fevereiro de 2016

Entrevista: Samir Karimo

Samir Karimo
Diário: Nome, pseudônimo, data de nascimento e Cidade natal.
Samir: Boa tarde, caro Diário dos Escritores, antes de mais nada, obrigado pela atenção. Chamo-me Samir Karimo, utilizei o S.Nodier somente no Contos infernais de charles Nodier. Nasci em Lisboa a 11 de junho de 1978

Diário: Qual o primeiro livro que leu?
Samir: O primeiro livro de que tenho memória é a versão infantil das Mil e Uma Noites. Fascinou—me pela coexistência entre génios, seres fantásticos e seres humanos, a história de Aladino, Xerazade, etc.

Diário: Quando percebeu o gosto pela Literatura?
Samir: Desde pequeno gostei sempre de Literatura Fantástica, mas despertei para a Literatura principalmente no Liceu e, depois, na Faculdade. Descobri autores fascinantes como Hoffmann, Kafka, Pirandello, Pessoa, Borges, Cervantes e não só.

Diário: Quantas obras já publicou? Quais?
Samir: Publiquei duas obras, uma em 2013 chamada  CONTOS INFERNAIS DE CHARLES NODIER com o pseudónimo S.Nodier que é uma tradução e seleção dos  melhores contos do Infernaliana de Charles Nodier  e, em 2015, publiquei o meu primeiro livro de originais em castelhano e em português chamado SOBRENATURAL.

Diário: O que acha da Cultura Portuguesa? Há muita diferença da Cultura Indiana, sua origem?
Samir: A Cultura Portuguesa é muito rica e, se juntarmos a exoticidade da Indiana, então temos algo verdadeiramente surpreendente. Claro que há algumas diferenças  de costumes e tradições, mas é isso que torna uma pessoa rica, tentar extrair o melhor que se tem de cada cultura e misturar num “caldeirão”.  Por exemplo, na história do Diário de um Sedutor, optei por utilizar a mitologia hindu para realçar o papel de certas Deusas Indianas que vão tentar ajudar o nosso querido Sedutor.

Diário: Por trabalhar com temas sobrenaturais em seus textos, acredita no sobrenatural ou apenas o usa como estilo literário?
Samir: Acredito que há coisas que nos ultrapassam completamente. Sempre gostei deste tema pois permite criar desafios à nossa imaginação. Até que ponto o leigo é capaz de explicar o inexplicável, até que ponto o racional é mesmo racional? Há fenómenos que vão para além da nossa razão.  Como estilo é um filão interminável que permite conceber mundos alternativos. Posso mesmo afirmar que neste livro o leitor vai mergulhar numa espécie  de sonho incoerente em que surgem as mais diferentes e bizarras situações.

Diário: Acredita que ser escritor é uma profissão viável ou apenas um passatempo?
Samir: Gostaria mesmo que fosse uma profissão viável, mas por enquanto é um passatempo. Quando tenho tempo escrevo e anoto tudo num caderninho onde vou registando tudo o que me chama a atenção: desde a maneira de andar, agir de uma pessoa ou mesmo uma situação que pode servir para escrever uma grande história.  Por enquanto trabalho como tradutor, mas espero um dia vir a  viver somente da escrita.

Diário: Vê alguma diferença do Governo de seu país em relação aos demais países da Europa?
Samir: É um país tolerante, pluralista e aberto a todas as confissões onde as minorias e diferentes credos estão bem enraizados e integrados.

Diário: Se não fosse escritor, o que seria?
Samir: Talvez ator pois gosto muito de representar.

Diário: O que acha a respeito da luta feminista, acredita que as mulheres estão finalmente conquistando seu espaço ou tudo não passa de manobra politica de terceiros?
Samir: Há lugar para todos e para tudo e tem que haver respeito mútuo. As mulheres têm que ter o seu espaço. Conquistar o espaço é uma coisa, mas se terceiros se aproveitam da política para fazer algo que achem que “está na moda ” é outra. Aliás, devia-se respeitar mais as mulheres pois são elas que um dia vão educar os nossos jovens e formar futuros líderes.

Diário: Qual livro leria novamente?
Samir: O sanatório de Cascais de Miguel Viqueira pois fala sobre Pessoa.

Diário: Qual livro gostaria de ter escrito?
Samir: O Pancha Tantra de Vishnu Sarma, para não citar outros.  É um livro que inspirou as modernas histórias e fábulas atuais.  Aliás, serviu de inspiração às MIL E UMA NOITES.

Diário: Cite dois poetas ou escritores que mais aprecia.
Samir: Não cito dois, mas três pois estão no meu coração. Unamuno, Pirandello e também Pessoa. Sempre me fascinou aquela questão do ser e não ser. Qual o papel que o ser humano ou  o “personagem” ser humano desempenha no mundo, algo debatido por estes autores.

Diário: Com qual livro se presentearia?
Samir: Não tenho um livro específico, mas todo aquele que sirva para educar e formar a gente do amanhã.

Diário: Fale em poucas linhas quem é Samir Karimo.
Samir: Samir Karimo  é um jovem escritor e tradutor que quer ver os seus amigos e não só felizes e cujo trabalho pretende servir de inspiração a outros e ajudar na sua educação enquanto cidadãos.