sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Devolva

Hoje deixei me vir tua imagem
logo desatentei da euforia
armei-me de toda coragem
sem perceber que partia a minha alegria

Tua presença que insiste em ser ausência
tal qual me fizeram, mas que queria, repensar
sem pestanejar você me jogou na carência
E por isso, homem bonito, não quero mais passar

Não posso negar meu arrependido paradeiro
ter declarado, tudo tão claro! Para você...
era momentâneo e ainda sim verdadeiro 
Eis que nem quisera saber

Não mais me entristece, disto não sabias
Contudo, devolva-me as palavras que falei
Simplesmente as tratou como palavras vazias
E isto eu nunca perdoei.

J.Mendes