sábado, 19 de setembro de 2015

Cesar Veneziani

O autor do livro de poemas Versos Avulsos e Outras Valsas, Cesar Veneziani é geógrafo formado pela USP, com especialização em Antropologia e operador de reator nuclear. 
Como poeta publicou em 2009 o livro “Asas” (Utopia Editora) e em 2012 o livro "Neblina" (Editora Patuá). Participou das coletâneas “Segunda Coletânea do Bar do Escritor” (2010 – Utopia Editora / Editora Khelps), “Sonetário Barnasiano” (2011 – Utopia Editora) e “Terceira Coletânea do Bar do Escritor (2012 – Netbook Editora). Foi classificado e publicado em 2010, 2011 e 2012 no concurso nacional TOC#140 da FLIPORTO, Porto de Galinhas - Olinda/PE. Foi também classificado e publicado em 2011, 2012 (com dois sonetos) e 2013 no concurso nacional de sonetos “Chave de Ouro” da Academia Jacarehyense de Letras



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 Nome, pseudônimo, cidade natal e data de nascimento.

Cesar: Cesar Luiz Veneziani. Assino poemas como Cesar Veneziani (sem o Luiz). Nascido em São Paulo/SP em 14/01/1958.


Quantos livros publicados, qual editora, ano e gênero literário?

Cesar:  Três livros publicados de poesia: "Asas", Utopia Editora, 2009; "Neblina", Editora Patuá, 2012; e "Versos Avulsos e Outras Valsas", Editora Patuá, 2015.


 O que pensa a respeito do sistema educacional e cultural no Brasil nos tempos atuais?

Cesar: Sem querer parecer conservador ou retrógrado, "no meu tempo..." Hoje em educação tudo pode e nada se exige num sistema que privilegia o "passar de ano" em oposição ao "aprender", logo estamos diplomando uma geração inteira de ignorantes funcionais, o que, lá na frente, vai aumentar significativamente o abismo que se tornou o acesso à cultura!


  Como encara a situação econômica no Brasil, acredita ser apenas uma fase ou reflexo de uma deficiência mundial devido alguns países da Europa terem sidos atingidos de forma semelhante?

Cesar: Acredito que nossa situação econômica é mais um reflexo da nossa sociedade do que exclusivamente das questões econômicas, à medida em que os políticos e os empresários, todos vindos de dentro de nossa sociedade, estão sempre mais preocupados com seus próprios bolsos do que com o povo. Enquanto não assimilarmos os conceitos de solidariedade e justiça, a economia será sempre gerida de forma quase pessoal em detrimento ao coletivo.


  Parece que nos tempos de hoje há espaço para todos no ramo literário, acredita que, para os novos autores, tornou-se fácil publicar um livro?

Cesar: A vantagem de se poder publicar facilmente hoje fica anulada pela quantidade de "má literatura" que se publica! Egos inflados fazem com que autores de textos sem o menor valor literário acabem ocupando o pouco espaço que se tem. O fator econômico acaba se conectando nesse ponto: uma publicação com interesse literário acaba, via de regra, custando mais caro que uma publicação paga que ou é vendida a preço menor que o custo ou é doada...


  Como encara seu envolvimento na literatura?

Cesar: Paixão, pura paixão! No começo, lá na infância, me via como um romancista. Depois, devido ao fato de que quase sempre monjas estórias mal chegavam à página dois, me vi contista ou cronista. Na fase adulta, essa tendência à síntese somada à necessidade de expressão com ritmo e sonoridade me levou à poesia!


  Quando descobriu tal paixão pela literatura?

Cesar: Desde bem cedo! Eu tinha alguns livrinhos infantis re li e reli dezenas de vezes. Depois, na escola, sempre devorei livros. Na época do colégio eu lia um livro por semana, sem contar os que os professores pediam... Confesso, no entanto, que o gosto e prática em poesia foram tardios... De 2005 pra cá!


Antes, a falta de água, agora, água em excesso... acredita que há como criar um planejamento eficaz para, ao menos, controlar ambas situações?

Cesar: Estamos no Brasil, meu caro! Aqui só há planejamento em ano de eleição para ganhá-la! O resto...


 Mais uma vez a Lei enfatizou a proibição na venda cigarros e bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos, acredita que funcioná desta vez?

Cesar: Nossas leis são, em geral, ótimas e avançadíssimas. Cabe cumprí-las!


 Com qual livro o Cesar Veneziani o presentearia hoje?

Cesar: "Simplicidade" de Guilherme de Almeida!


  Que conselho você dá para os autores que estão começando agora?

Cesar: Aos autores e a todos os leitores: ler muito, ler os clássicos, estudar!!! Escrever, fazer literatura é arte e toda arte envolve técnica, logo estudar as técnicas é fundamental para um resultado estético aceitável. Os pintores estudam técnica, os músicos, então, anos e anos de conservatório... Porque quem escreve acha que "o dom divino" é suficiente? 


Acredita que o E-book substituirá o livro impresso?

Cesar: Nunca li um e-book, mas creio que é uma tendência nos dias de hoje. No entanto, o livro impresso será sempre o ponto final, o totem a ser reverenciado no altar/biblioteca que todos temos em casa. Conheço muita gente que lê primeiro no digital para depois, se gostar, comprar o impresso! No começo da era digital havia uma expectativa de que tudo o que fosse impresso diminuiria drasticamente, mas o que acabou acontecendo foi que triplicou a demanda de papel...


  Tem planos para o seu futuro literário?

Cesar:. Tenho muitos planos para meu futuro literário sim! Mal lancei meu terceiro livro e já tenho outros dois prontos: um que conta os mitos e lendas da grécia antiga em sonetos e outro que é uma tradução de um dos livros do poeta cubano Nicolás Guillén. Tenho também um outro projeto de tradução também pronto mas que espero venha gerar uma dissertação de mestrado em tradução. Um outro projeto mais distante é a tradução de peças menos conhecidas de Shakespeare respeitando a poesia do original...


 Acredita que poesia se ensina?

Cesar:. A arte, de um modo geral, se faz com técnica e a técnica se ensina! É óbvio que sem aquele "algo mais" que muitos chamam de "talento" não se faz arte... No entanto eu creio fortemente que talento apenas não basta! Ter boas ideias não faz uma boa obra de arte ou, no caso, um bom poema! Poemas se fazem com palavras, não com ideias!


 Descreva o Cesar Veneziani com poucas palavras.
...
Cesar:  O Cesar é um cara apaixonado por poesia, pelas palavras, pela sonoridade delas, pelo brilho, pelo ritmo que elas, de mãos dadas, dançam a ciranda do poema. Isso o fez "correr atrás" quando percebeu que não poderia viver sem poesia: hoje estuda e continua achando que ainda falta muito pra chegar num nível estético ideal!






Livro: Versos Avulsos e outras valsas