segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Talvez...



Talvez…


Talvez tenham perdido a mensagem...
Talvez...
Talvez tenham cumprido uma missão...
Talvez…
Talvez tivesse sido um sonho…
Talvez…
Um desabafo da alma, um fingimento
Um pseudo elevar de um ego distorcido
Uma prova, um teste a mim próprio,
Um meramente, um nada, num tudo palavra…




Talvez…
Nem se querer tenha começado,
Ou acabado seja lá o que for,
Talvez, não exista por nunca ter existido,
Por ter nascido de um pesadelo
De um outro louco poeta
Ou o louco seja eu próprio
Por me saber existir apenas na mente,
Ou desejo, ou na queda profana
De um marido doente de amor…




Talvez…
Talvez eu não seja nada,
E no nada que sou não posso morrer,
Sou eterno, ou não… um dia calo-me…
Só pelo prazer de me calar… sem ter nada a dizer
Sem ter nada a vos explicar…
Porque eu ainda tenho esse poder,
O poder de me calar, mesmo que não possa morrer!





In: Antologia Depressiva