segunda-feira, 12 de outubro de 2015

POESIA DESESPERADA





















Os homens aprisionados
aos afazeres do dia,
tão culpados e ocupados,
não desculpam a poesia. . .

Sombrios e mal-assombrados
pela treva luzidia
de seus minutos contados,
não contam com a poesia. . .

Hiper hipnotizados
por rotinas de agonia,
suspiram asfixiados
sem ar puro ou poesia. . . 

Os homens pobres, coitados,
cansados da correria,
não param. . .e disparados
desesperam . . .a poesia. 

PAULO MIRANDA BARRETO   09/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.