sábado, 24 de outubro de 2015

Escolhi Amar-te XXXI

Nos tempos primeiros fomos em nós professores, fomos em nós alunos, na ânsia de aprendermos em nós as milhares de formas de conjugar o verbo amar, repetíamos sem parar todas as conjugações possíveis, nem era preciso marcar nos trabalhos de casa, perfeitos e dedicados alunos.

Nos tempos seguintes fomos aprendizes, estagiários de uma relação, aprendendo, gravando, entrosando vivências, ansiedades, desejos, entrando nos sonhos e aspirações um do outro. Até ao dia, aquele fatídico dia, aquele dia em que o antes podia terminar, o depois era posto em causa, tudo numa simples palavra, tudo numa pergunta, tudo numa resposta, três letras, para um futuro, três letras para o fim de um passado.

Chegou o dia, depois de dias e noites, de noites e dias decidindo, talvez certo, talvez errado, nem o tempo, nem todo o tempo do mundo nos daria a resposta, pois só o tempo passado o saberá, e esse tempo ainda estará para vir.

Chego, e como chego? Do alto do meu orgulho escanzelado na força da juventude, inconsciente disseram, ou talvez maduro de mais, de um sentir decidido e arrumado, perfeitamente consciente de que o mundo, ai o mundo! -O mundo poderia acabar de ali a pouco, tudo há distância de apenas três letras. E depois de um beijo nervoso e palavras circunstanciais, ai vai…

-Aceitas passar o resto dos teus dias a meu lado, aceitas casar comigo?

Silêncio…

Procuro no teu olhar uma resposta, nas são teus lábios que ma dão, no doce abrir de um sorriso, três letras: - Sim….

 Alberto Cuddel®