quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Árida Solidão


Árida solidão
Sonhamos concomitantemente,
Prazeres infinitos, loucas noites,
Sexo sob a ocultação do luar,
Corremos saltando de corpo em corpo,
Desesperando sofrendo dorido,
Deixando atras coração partido,
E o sentir? O amanha quando partir?
Corpos descaídos, flácidos e macios,
Onde estão as amantes? Os amigos?
Só, tristemente só,
Mão que se agita no ar em desespero,
Só, sem que ninguém a segure,
Sem que alguém esteja lá…
Pensa hoje, semeias o amanhã!!!
Sírio Andrade®
In: Antologia Depressiva