terça-feira, 27 de outubro de 2015

39º Sarau A Casa Amarela

No dia 13 de maio de 2011 fui convidado pelo meu amigo Alexandre Santo, ator de teatro, a conhecer o Sarau A Casa Amarela em São Miguel Paulista. Já conhecia o poeta Akira Yamasaki desde o CDC Tide Setúbal onde ele fazia suas apresentações poéticas nos Festivais Literários anuais organizados pelo ativista cultural Tião Soares.
Ao chegarmos na Casa Amarela, logo fomos recebidos por um grupo de pessoas que eu não conhecia, mas havia um que me parecia familiar, depois de alguns abraços e apertos de mãos aos que me eram conhecidos, fui chamado ao palco, pois havia dado meu nome na lista de apresentação. Declamei meu poema "Páginas Vazias" após me apresentar como contista e não poeta, pois nunca me considerei poeta. Fui bastante aplaudido e me senti bem ao perceber nos olhos daquelas pessoas, artistas e simpatizantes, um carinho diferente de muitos lugares onde há havia me apresentado. Um rapaz de cabelos bagunçados e estiloso se aproximou e perguntou: "Paulinho, você não é irmão do Sidney Bomfim, ator de teatro?", dei-lhe uma resposta afirmativa e ele então fez outra pergunta: "Você não lembra de mim, o Escobar Franelas?", foi aí que recordei-me dele. Nos abraçamos e começamos a conversar. Nos conhecemos em 1999 logo quando lançamos livros praticamente quase ao mesmo tempo. Soube de seu livro na extinta livraria Akmé em São Miguel Paulista onde lancei meu primeiro livro de contos "A tragédia dos mentirosos". Lembro que comprei um exemplar e o deixei na livraria para quando ele aparecesse o autografasse, mas ele dificilmente aparecia por lá, então resolvi levá-lo comigo. Certa vez meu irmão me avisou que o dirigente da Oficina Cultural Luiz Gonzaga também em São Miguel Paulista, queria falar comigo. Fui ao seu encontro e ele me pediu para fazer um projeto e entregar em suas mãos, pois haveria um evento na Oficina e se meu projeto fosse aprovado eu poderia participar. O projeto foi aprovado e foi nesse dia que conheci pessoalmente o Escobar Franelas. Logo que o vi fui ao seu encontro, antes eu já havia sido avisado pelo Sacha Arcanjo que ele apareceria por lá, então levei o livro "Hardrock" comigo, contei-lhe que já andava desesperado a procura dele para que autografasse o livro e ele riu do meu desespero. Ganhei um autógrafo com dedicatória e fiquei feliz.



No dia 25 de outubro de 2015, compareci ao 39º Sarau A Casa Amarela mais uma vez. E mais uma vez fui bem recebido e vi muitos outros serem abraçados com a mesma efusão de sempre. Reencontrei velhos amigos poetas, escritores, músicos, cantores e por incrível que pareça, não só para minha alegria e sim para a alegria de muitos, conheci/conhecemos dois escritores mirins com as idades de 12 e 14 anos.


O Sarau A Casa Amarela é um ambiente saudável. As pessoas se aproximam de tal maneira que basta o primeiro encontro para se transmitir a informação interior de que não será a última vez que encontrarão. Há efusividade nas apresentações, brincadeiras, piadas, sorrisos, lágrimas, contornos de elogios e muita coisa que mesmo algumas sendo repetidas parecem ter sido criadas naquele momento.

O nosso querido Anfitrião Akira Yamasaki sempre contente nos recebendo com aquela alegria impar. Apesar de não estarem presente no 39º Sarau, os amigos que também nos recepcionam muitas vezes junto ao amigo Akira, são o casal Lígia e Éder Lima, e o Escobar Franelas.

Temos muitos outros participantes que sempre que podem marcam suas presenças: os cantores Carlos Bacelar, Perola Negra, Cabras de Baquirivú, Vlado Lima que também é um excelente escritor e recordista de vendas de livros nos Saraus, a amiga Andréia Gomes que mesmo não se mostrando uma artista ainda assim nos prestigia sempre com sua presença e apoio em diversas circunstâncias,uma delas é nos divulgando.


O Sarau A Casa Amarela é um espaço pequeno, por enquanto, mas cabe um milhão de sentimentos recíprocos. Sempre recebe visitas de membros de outros Saraus tais como: Sarau da Maria, Eita! Sarau e outros mais...

A arte de fazer Sarau não é tão fácil assim. Percebo que há um grande desempenho, mútuo é claro, para que um simples momento de confraternização aconteça. No Sarau da A Casa Amarela, sempre nos unimos em pequenos rateios para que haja verba para disponibilizar comes e bebes aos visitantes e também para arcar com despesas tais como: água e luz. A participação não é obrigatória, mas mesmo assim muitos que participam cooperam.

Acontece também no mesmo local o famoso "Blá Blá Blá", onde escritores e outros artistas são entrevistados de forma individual ou coletiva. É uma forma de divulgar o talento do autor de uma forma simples e nem por isso ineficaz.