sábado, 22 de outubro de 2016

"REVENDO A GAVETA DAS ILUSÕES"




Hoje revendo a gaveta longínqua do passado
Quantos escritos perdidos encontrado
Com poesias inacabadas me deparei
Quantas coisas não sei porque parei

Sentimentos passados a tempos esquecidos
Por algum tempo eu voltei
Devaneei pelas sombras de tudo que deixei
Em lagrimas me afaguei 

Hoje revendo a gaveta que no passado deixei
Com a saudade me confrontei
Por quantos dias de primavera passei
As flores que em versos exaltei 

Tão intenso o que foi vivido pelas linhas dos dias perdido
Pequenas partículas de saudades foi o que restou
Os momentos e as lembranças que de mim se apossou
Hoje tão distantes as gavetas da memoria se fez saudades 

Hoje revendo a gaveta um filme adormecido reativei 
Pelos escritos das saudades solitário caminhei
Negando-me ao obvio, frente a frente com o passado 
Que saudoso por instantes embebecido reatei...

Desarrumadas gavetas das ilusões
Remexidas esperanças que alimentam corações
São as lembranças espalhando incontidas solidões
Como as aves soltas na natureza entoando suas canções
 


                          Poeta do Sertão