sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"ATÉ QUE UM DIA"




Até que um dia
Vulcões internos  em erupção 
Manifesta-se ferozmente sem permissão
Erguendo-se em tempestade

Fagulhas em brasas
Tenebrosamente desenha-se ao ar
Quebrando a calma de fria madrugada
Desejos incendiando alvos lençóis 

Destituindo-se de pudor 
Clamando ao peito ternura e calor
O céu calou-se ao desarrumado alvorecer
Acolhendo louca e despudorada erupção

Até que um dia 
Tal intensidade possa se acalmar
Transformando a magia e a poesia 
Em acalorada amena calmaria...


              Poeta do Sertão