segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Chamas do destino

Amanheci em seus braços
E ao despertar
Não sabia exatamente quem eu era...

Pensava ser um amante da verdade e da justiça
mas acabei sendo refém de mim mesmo.

Me perdi nas asas do passado
E naufraguei nas promessas do tempo
Sem saber onde iria chegar.

O destino se entregou ao passado
E escondeu a coragem
Nos caminhos da disciplina.

Ao despertar da noite
É desvendado o enigma que tanto me atormentava.

As chamas que incendiava o dia
 E esfriava a rebeldia da vida,
Se apresentava ao destino
Como um grande recomeço.

Era o destino que buscava em si mesmo
Uma chance para encontrar respostas...
E repousar a fúria de um coração
Seduzido pela cicatrizes 
Do tempo.

Hugo Paz