domingo, 31 de janeiro de 2016

"ESTE VELHO ROSTO"




Este velho rosto
Cansado,
Oculto enrugado
Sofrido pelo tempo marcado
Aos anos aliados, maltratado

Ao tempo que passou 
No rosto eis que surge a dor
O corpo arcado cansado
Hoje relembra o passado

Tão distante 
Quantas voltas deram o relógio 
Para que chegasse aqui
Cansado ofegante

Acalentando as lembranças 
Desde tempos de crianças 
Dos vividos dias de bonança 
Lá distante na infância    

Este outrora belo rosto
Por voltas traz o espelho
Em rugas tristes olhar cansado
Pelo tempo abatido surrado

A fumaça do alvorecer
Presencias um novo amanhecer
Tocam lhe o rosto a neblina da manhã
Suavemente 
Aos olhos de avelã     

A leve brisa das ondas 
Vagarosamente toca-lhe o rosto
Com a delicadeza de uma flor
Do mar as águas lhe tocam os pés 
E as lembranças do passado que ficou

Este velho rosto 
Sofrido cansado pelo tempo marcado
Se faz presente hoje em memoria 
Lembranças de uma história...


              Poeta do Sertão
                  31-01-2016