segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

"HÁ JANGADA DO AMOR"





No embalo do amor
À jangada no mar
Pra lá e pra a se balançar
No rosto a brisa a te tocar

Pleno é o mar
Ao amor se embrenhar
Vento que embala a jangada
A deriva a nos amar

De vento em popa
Na proa ouço seu cantar
O vento sobre o pano 
Das velas à assoviar 

As ondas, à jangada
O amor em pleno amar
Os pássaros como testemunhas
Do nosso ofegante sussurrar 

No embalo da onda
Nas profundezas do mar
As perolas a se formar
Em nossos corações a se amar

Ao eterno amor, da jangada a se embalar
Nos balanços das ondas
Este amor em mar aberto
Que em nós ira se eternizar


         Poeta do Sertão
            16-01-2016