quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Do Nada

Do nada…
Apenas quieto
Sem marcações
Partilhas, considerações
Nada, apenas palavras inquietas
Solitárias, vazias, paradas, quietas!

Sem qualquer chamada de atenção
Ilusão, despidas, amor, ou paixão
Apenas palavras, rimando sozinhas
Palavras grandes, medias, pequeninas
Sem conteúdo, sem nada, sem poesia
Desprovida de alma, cheia ou vazia
Será isto poesia, ou a partilha
Não vale pelo conteúdo mas pela vasilha?

Será o rótulo o importante?
O que chama atenção
Ninguém lê deveras o que escrito fora
Mas os olhos encontram tesão
Fisicalismo sem paixão
Apenas um chamamento corporal
Se assim fora, tudo vai mal…
Terrivelmente mal.
Quero ser poeta.
Não alguém que escreve o que não é lido
Mas alguém que dá tudo acabando vazio…


Alberto Cuddel®