domingo, 3 de janeiro de 2016

Aí medo que te encantes, No doce canto da sereia!


Marés de sorte e da inveja,
Marés de paixão, assim seja,
Marés de onde brota canção,
Marés de quente e louca sedução!

No coração a bússola guia de meu ser,
No cérebro a letra da bela canção,
Não me deixa parar ou esmorecer,
Medo, ó medo da louca tentação!

O canto da sereia, movendo-se em teia,
Ó receio, que caia-a nela, envolto no sentir,
Rumar a mares distantes, perder e cair,
Mas surdo nenhum canto me galanteia!

Meus ouvidos não ouvem, memoria do teu gemido,
Meu nariz não cheira impregnado do teu perfume,
Minha boca não se abre, perdendo o sabor do beijo,
Minhas mãos não se movem memória do teu corpo!

Medo do canto, ó doce sereia,
Que mito o teu que cantas,
Vacinado agora estou,
Hoje não me encantas!

Amor meu que esperas,
Não por medo ou por receio,


Não há canto distante,
Que me leve do teu seio,
Mesmo nos mares revoltos,
Sempre em sobressalto
Por tempestades e furacões,
Não há seria que destrua,
O sentir dos corações!

Albert Cuddel