sábado, 7 de novembro de 2015

"O Nobre Jacaranda e o Machado Destruidor"



Pobre jacaranda
solitário tão sozinho
Antes imensa floresta 
Hoje a beira do caminho

Resistindo a insana devastação
Através dos tempos quantos vieram ao chão?

Sou jacaranda
A minha extinção,não tarda acontecera
Resisti a grandes tempestades 
Que me jogavam pra lá e pra cá

Em sintonia com os ventos
E tormentas a me castigar
Que jamais iriam me derrubar

Hoje rendo-me aos homens
Este nobre jacaranda
A um machado destruidor
Que se põe a devastar 

A cada golpe recebido,
Um gemido se espalha pelo ar

Madeiras seculares,transformadas em carvão
Arvores imponentes,antes habitavam este chão

Lagrimas sobre seu dorso a escorrer
Como olhos a chorar
A dor de um machado,a lhe sangrar

Em breve o nobre jacaranda
Deixara de existir
Aos golpes do machado não a como resistir

A natureza também chora
A estes golpes destruidor
Sofre calada 
Sentindo sua dor...


            O Poeta do Sertão
                  20-04-2015