segunda-feira, 2 de novembro de 2015

INUTILMENTE




Inutilmente
Por ti chamei
O relógio não para
Estou aqui a observa-lo

Ponteiros embriagados
Parecem não me ver
O leito solitário
Estou pensando em você

Petrificado esta em mim este amor
Que não consigo explicar
Como não consigo esta dor estancar
Um estranho de branco a me aprisionar

Meu coração não para de sangrar
Este sentimento de mim se apossou
Loucura em desejos paixão por meu amor
Assim me sinto quando pensando em ti estou

Ponteiros alucinados
O tempo teima em não passar
Sinto-me solitário aqui sem você
Inutilmente me vejo a sonhar

Sem vontade de me expressar
Inerte em um leito eis que nada sou
Um pobre solitário em dor
E este estranho que se nega em me libertar

Longe encontra-se o amor
Impossibilitado de saber onde e como estou
Sinto toda minha fragilidade
Representara esta minha nua verdade...


                Poeta do Sertão
                    01-11-2015