domingo, 22 de novembro de 2015

40º Sarau A Casa Amarela


Poeta Akira Yamasaki
Amarelinha

"Era uma casa
amarelinha,
onde o Mundo todo
ali cabia.
E todo mundo
ali cantava,
ali cantava, chorava e ria... "

Paulinho Dhi Andrade
24 de novembro de 2015






No dia 23 de outubro de 2015 aconteceu o 40º Sarau A Casa Amarela, e eu pude ver mais uma vez como é contagiante o que acontece por lá. Desta vez a Casa estava cheia. Muitos artistas e arteiros reunidos num só momentolugar, numa confraternização eloquente. Mais uma vez o nosso Mestre de Cerimônia Akira Yamasaki  nos recebeu de braços abertos. Junto de toda a trupe de sempre, Lígia Regina, Escobar Franelas e o irreverente Luka Magalhães deram-nos a honra de nos expressar através da arte.  
Tivemos a honra de receber a nossa querida amiga poeta Flá Perez que nos contagiou com seus poemas sensuais, para não dizer eróticos, e ainda distribuiu alguns livros da antologia Bar do Escritor. Claro que ela também autografou seu livro Antropoflágia para alguns fãs. Junto a ela esteve também seu companheiro e meu amigo Robinson Pivato, os dois sob a vigilância de dona Maria, a mãe de Flá Perez. 

O que mais me emocionou foi as mulheres que compõem O Sarau das Mulheres. Que coisa mais linda a cantoria que lembra muito o canto de nossos índios. A emoção tomou conta de muita gente, pude ver isso devido algumas lágrimas descerem dos olhos das pessoas que estavam perto de mim. Tivemos a presença do escultor e poeta Euflávio Madeirart, Pérola Negra, Sacha Arcanjo, Zulú de Arrebatá, e também o nosso querido amigo Vaguininho que tentou declamar um poema feito por sua filha, mas demonstrou timidez e mesmo assim foi o mais aplaudido. 

A esposa do nosso querido Akira, Sueli Kimura, nos recebeu mais uma vez com aquele sorriso lindo de sempre. Cida Sarraf, Rosinha Moraes e tantas outras pessoas que me foge os nomes agora. 
Ator e compositor Alexandre Santo

Depois de quase dois anos encontrei minha amiga poeta Sandra Frietha, sempre sorrindo. Pude presenciar mais uma vez o talento de meu amigo Alexandre Santo cantando, e olha que ele além de cantor é um ótimo ator de teatro, resumindo, um artista de múltiplas ações. 
Já disse a ele várias vezes que quando o ouço cantar, logo me lembro de Juca Chaves, com seu tom quase inigualável, digo 'quase', porque agora parece que já temos alguém que o está igualando, seu nome: Alexandre Santo.

Vaguininho, Paulinho Dhi Andrade e Euflávio Madeirart
O Sarau na Casa Amarela teve, além das apresentações rotineiras, uma exposição fotográfica de Cezar Augusto Ribeiro Alves e também o 2º lançamento da revista RAMO, em homenagem ao poeta Severino do Ramo, onde foram reunidos 15 poetas que se maravilharam com a surpresa que não era surpresa, pois aguardávamos tal revista, mas eu mesmo já havia me esquecido dela, ando assim ultimamente. 

Logo no início do sarau cada um de nós os participantes da revista RAMO declamou sua poesia. Teve aquele que declamou a poesia de outro poeta, foi o caso do amigo poeta João Caetano que além de ler o poema do poeta Seh M. Pereira ainda deixou bem claro o quanto o admira. 

Sarau é tudo igual?

No Final da revista RAMO, o poeta Luka Magalhães disserta uma questão que até então parecia que ninguém havia pensado. Ele faz a seguinte pergunta: Sarau é tudo igual? Em seguida ele fala um pouco de cada sarau que já conhece e nos mostra pequenas peculiaridades que nem sempre percebemos quando estamos naquela euforia contagiante que é encontrar os amigos da arte. 







Participantes da 2ª edição da Revista RAMO:

Seh M. Pereira
Sandra Frietha
Paulinho Dhi Andrade
Lucas Afonso
Inês Santos
Eliana Mara Chiossi
Eder Lima
João Caetano do Nascimento
Daniele Araujo - Danny Lee
Bruno Asenha
Alexandre Santo
Rosinha Moraes
Euflávio Góes Lima- Euflávio Madeirart
Tayla Fernandes
Mario Neves
Joel Dias Pº