sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Soneto dela (ou soneto do perdão que não tive).

Fonte da imagem: Google



















Sentiu esperança quando me conheceu.
Cheirou flores, perfumou as roupas,
Deu bom dia ao sol,
Bebeu água e comeu.

Já na primeira briga trancou-se em casa,
Negou-se aos amigos,
Jejuou e não bebeu.
Noites em claro nem dormiu.

O homem que tanto em mim via e desejava
Já não existia nem por prece,
E você chorou.

Nem mesmo outros pedidos de perdão
Serviram como chaves para abrir
Onde hoje seu coração magoado habita.



Paulinho Dhi Andrade
09/03/2011