sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Descuido


O que ateia a teia aranha fogo
Queima picada na pele cede
Entrega-se a dor
E líquido é o veneno prateado
Alumínio encorpado
Cadeado prende a sensação
E dorida é a visão nos dedos da mão
Arde queima
Ante o descuido da mente
Aranha arranha a madeira
Lança teia
E some
Na escuridão



Emmanuel Almeida