sábado, 17 de outubro de 2015

Como vender um milhão de livros?



 Livro: Eu te amo, papai



I
























Introdução:

Como vender um milhão de livros?
O artigo será divido em alguns capítulos com quantidade ainda não definida, pois podem surgir conteúdos a serem aproveitados.
Será postado um capítulo por vez no blog Diário dos Escritores. A princípio pretendo postar um capítulo por semana, mas dependendo dos acessos ao blog, o que indica interesse, poderei postar a cada dois dias, tudo dependerá do interesse dos visitantes.

***
É de se acreditar, ao menos é o que me parece, que para tudo há uma reposta. Então a pergunta é: Como vender um milhão de livros?
Quem não gostaria de saber a resposta imediatamente? Até quem não é um escritor se aventuraria a escrever para ficar rico de uma hora para outra.
Em uma época como a nossa, digitalizada, vender livros parece ser uma tarefa heroica, pois os livros impressos estão sendo substituídos por livros digitalizados, E-Books e E-pubs, que dão certas comodidades ao leitor sendo que uma delas é o fato de não precisar se locomover até uma livraria, o que lhe poupa muito tempo e dinheiro de locomoção.

Hoje em dia, muitas editoras estão investindo “arduamente” em novos escritores, é claro que ainda continuam a agirem da mesma forma de sempre, ganhando absurdamente sobre a obra do autor. A forma mais conveniente que um novo autor conseguiu, de repente, para poder vender seus livros sem se prenderem a editoras, é a auto publicação, onde o próprio autor se lança no mercado editorial ganhando muito mais sobre seus direitos autorais do que ganharia se estivesse vinculado a uma editora tradicional.  E ainda há a vantagem de oferecer sua obra por um preço bem reduzido, o que facilita atrair um futuro comprador.
Dois escritores que se deram muito bem com livros digitalizados foram John Locke e Amanda Hocking. John Locke vendeu mais de um milhão de livros digitalizados em apenas cinco meses. Já a americana Amanda Hocking ultrapassou a marca de um milhão de livros vendidos , vendendo cerca de 9.000 por dia, o que lhe garantiu dois milhões de dólares em sua conta bancária.


Será que ambos teriam a mesma quantidade de livros vendidos caso fosse impressos? Provavelmente não, até mesmo por causa do preço que seria demasiadamente caro, pois ambos tiveram seus livros rejeitados por muitas editoras durante anos.
Para eles a forma digitalizada veio bem a calhar, mas isso não significa que para outros escritores venha a funcionar. Há muitos autores que preferem disponibilizar seus livros em formato digital apenas para promovê-los, o que se torna até uma boa ideia, desde que o livro não seja totalmente disponibilizado, apenas algumas páginas, 15% a 20%, já são o suficiente para aguçar o interesse do leitor a querer adquiri-lo
Outro fator muito importante é saber o que as pessoas estão lendo, o que gostam de ler... é fundamental selecionar um público para se ter uma ideia aproximada sobre o que o autor escreveu e se servirá para tal público.

No decorrer desta publicação, serão abordados alguns temas referente ao Marketing e a utilização das Redes Sociais como ferramentas para se auto divulgar e se tornar conhecido dentro e fora do país onde a obra fora lançada. Será uma grande tentativa de se vender livros ao ponto de se chegar a cobiçada marca de um milhão de exemplares vendidos.  
Lembrando que Não existe fórmula mágica para se vender tanto livro assim, (pelo menos não aqui nesta edição), o que existe é a perseverança, lógica e visão.  Caso alguém conheça alguma fórmula mágica, por gentileza, disponibilize-a mesmo que cobre algum valor.
No último capítulo desta publicação, deixarei uma grande dica de venda, que talvez sirva para você, caro autor. 

Estou disposto a seguir meus próprios conselhos, que deixarei aqui, até o último capítulo. Provavelmente serei o que mais fará esforços para atingir a meta de 1 milhão de livros vendidos. E o que me faz acreditar nisso é simplesmente o fato de eu já ter o livro. Suspeito que nesse exato momento deve ter alguém pensando assim: “Ter o livro não significa nada, quantos autores tem livros e não conseguem vender nem mesmo para a própria família..”  Isso é uma das verdades, mas seria pior se não tivesse o livro. Então partindo do livro pronto, seja no formato impresso ou digitalizado, o importante já aconteceu, o primeiro passo.

Mas e no caso de um escritor que não tem condição financeira para publicar um livro ? Não se preocupem, no decorrer deste artigo haverá referências a diversas plataformas e editoras que não cobram absolutamente nada para publicar um livro. É claro que elas precisam sobreviver, por isso ganham certa porcentagem, mas somente dos livros vendidos.




Prólogo:

Suponhamos que você já tenha o livro pronto para publicar, mas não tem dinheiro para pagar a editora, existem diversas editoras que trabalham com publicações sob demanda, você envia seu original, sendo aprovado elas imprimem a quantidade que for sendo pedida, por exemplo, a cada pedido de compra elas imprimem e enviam para o cliente. O autor ganha uma porcentagem a cada livro vendido. Isso funciona tanto para livros impressos quanto para livros digitalizados.
Tem também as plataformas que oferecem serviços bem práticos ao autor, onde ele próprio edita sua obra, temos como exemplo, a Amazon, o Clube de Autores e outras mais que estão disponíveis na internet.
Quando lancei meu romance Eu te amo, papai  em junho de 2014, aqui no Brasil, foi através de auto publicação no Clube de Autores. A princípio vendi imediatamente 25 livros via internet, o que achei muito bom para quem nunca tinha vendido um livro editado pelas próprias mãos, até a capa fora elaborada por mim.  O tempo médio de venda de meu livro foi de no máximo 15 dias. O que me fez parar com a utilização do Clube de Autores foi a chance de ter meu livro lançado fora do país, Portugal, com livros impressos e uma maior chance de visibilidade devido a ChiadoEditora ser a maior editora de língua portuguesa do mundo. Além, é a claro, a chance de ter meu livro traduzido para o inglês e espanhol após três mil livros vendidos. Tal editora foi um grande achado, afinal quem não gostaria de ter sua obra lida em outros países?
Bem diferente do tempo de hoje, antigamente não havia tanta chance de um autor iniciante ter se quer seu livro publicado, imaginem então ser publicado em outro país.  Quando lancei meu primeiro livro de contos, A tragédia dos mentirosos, Phisys Editora-1999, tive imensa dificuldade, tanto para encontrar a editora que aceitasse minha obra quanto para pagá-la. Muitos conhecem minha história, se quiserem saber o sofrimento que tive, acesse a página clicando neste link A tragédia dos mentirosos. É claro que em tal época as editoras se preocupavam muito com a qualidade das obras publicadas, o que parece não ser o que acontece hoje em dia. Mesmo não havendo tanta qualidade nas obras, ainda assim quem se arrisca a por em livrarias, bancas, sebos ou até mesmo diretamente nas mãos de leitores, conseguem vender consideravelmente bem. Em 1999, com trezentos livros de sessenta páginas, tive enormes dificuldades para vendê-los, demorei cerca de um ano para vender cerca de duzentos, cinquenta doei para bibliotecas e para algumas pessoas que demonstraram interesse em tê-los mas não tinham dinheiro para compra-los. Os outros cinquentas, por incrível que pareça, foram vendidos aos amigos para que eu recebesse depois, nem preciso dizer que até agora não recebi um centavo. Isso não me incomoda, pois foi a partir de meu primeiro livro de contos que meu nome começou a aparecer na mídia e nas bocas de pessoas de estimado valor, professores, alunos de psicologia, advogados, leitores assíduos e enfim, por muita gente que por onde passavam falavam do meu nome. Demorei um pouco para perceber que estava criando história, e criar uma história é um dos principais meios de se começar a vender muitos livros, e é a partir do primeiro livro que se chega facilmente ao exorbitante número de um milhão de livros vendidos. A lógica é: ninguém vende menos que dez livros se os dez livros já foram vendidos. Então a partir do primeiro livro, chega-se aos dez, e assim por diante.


Escritor Paulinho Dhi Andrade
















Capítulo 01

Começamos pelo primeiro livro vendido.

Como já foi frisado antes, para se começar a caminhar rumo ao exorbitante número de livros vendidos, não basta ter o livro publicado, é necessário vender o primeiro exemplar. Eis o que parece ser a coisa mais fácil do mundo, vender o primeiro livro. É muito comum ao mostrar para alguém o primeiro livro publicado, esperando que tal pessoa o compre, ouvir dela a seguinte expressão: “Nossa, que bacana. Foi você que escreveu? Ah, dá um pra mim...”, tal pedido é algo que sinceramente não esperamos ouvir nem de um familiar, pois sabemos a dificuldade que se tem para publicar um livro e também sabemos que já não há tanto lucro assim nas vendas, imaginem se passarmos a doar os livros.
Se mesmo a contragosto acontecer a “doação” do primeiro livro, (o que não se deve acontecer, pois o primeiro exemplar deve ser guardado), sugira à pessoa que o receber, ofereça uma ajuda em troca, fazendo divulgações boca a boca, comentando em Redes Sociais e de qualquer outra forma possível. Faça com que tal leitor perceba que é útil, e vale a pena ajudar um escritor ganhar cada vez mais nome.
Em 1999, quando comecei a vender os exemplares de “A tragédia dos mentirosos”, a cada livro vendido ou doado, solicitava do leitor um apoio nas divulgações. Por incrível que pareça, funcionava, não foi atoa que vendi duzentos livros dos trezentos publicados. Quando fiz doações para bibliotecas, recebi apoio dos funcionários, foi-me oferecido um espaço para fazer uma palestra falando a respeito de drogas licitas e ilícitas, pois meus contos no livro tinham como tema a vida marginalizada da periferia. Duas salas de aulas juntas, dois professores e a secretária da biblioteca prestigiando meu início de carreira. Foi a partir daí que comecei a vender os demais exemplares, acredito muito que se tivesse mais livros, eu os venderia.
Em tal época, eu não tinha acesso a computadores, e “A tragédia dos mentirosos” foi escrito primeiramente a caneta em uma única noite de um sábado para domingo. Também não sabia o que era Sarau, mas toda vez que ia para um barzinho noturno com os amigos, sempre acabava pedindo para subir ao palco e declamar algum poema meu, e isso fazia com que muitos outros me imitassem, enquanto os músicos descansavam um pouco. É claro que eu aproveitava para divulgar meu livro, e sempre vendia um ou dois em cada barzinho que comparecia. Contava minha história e muitos ao subirem no palco diziam se identificar com minha saga, e foi assim que meu nome começou a aparecer até mesmo nos lugares onde eu se quer havia pisado. Quando algumas pessoas me pediam autógrafos nas ruas, além de autografar em guardanapos de papel, também dava atenção às pessoas. Conversava com elas, mostrava interesse em saber até que ponto gostavam de literatura e isso fazia com que me mostrassem alguns de seus poema e ficassem fascinadas pela atenção dada a elas por um escritor. Muitas vezes tais pessoas me retribuíam a atenção com beijos no rosto, abraços e apertos de mãos. E tudo isso aconteceu simplesmente porque o primeiro livro havia sido vendido. Eu não pensava de forma alguma vender um milhão de exemplares no mundo todo, bem longe disso, eu nem se quer acreditava que tal probabilidade fosse possível. Eu queria apenas vender e ser visto como escritor, e já era o bastante.
Deixo bem claro que até dado momento, o número de um milhão de livros vendidos, ainda não foi alcançado por mim, mas conhecendo-me da forma que conheço, não deixarei para trás os meus próprios conselhos que aqui serão postados. Seguirei passo-a-passo até o fim, pois o mais difícil já fiz em 1999, quando vendi o meu primeiro livro, cujo valor era o dobro do livro de Paulo Coelho, “Oxe, dá pra comprar dois livros do Paulo Coelho com esse valor...”, disse-me o Joaquim, segurança do Carrefour, hipermercado onde eu trabalhava na época.
Eu fazia de tudo um pouco para que meu nome não fosse esquecido. Sempre que tinha a oportunidade de conversar com alguém a respeito de literatura eu o fazia. Foi assim que aprendi a dar mais valor para as pessoas que também faziam o mesmo por mim. Passei a gostar de divulgar nomes, mesmo que não divulgassem o meu, e percebi que aos poucos tais nomes divulgados começaram a levar o meu junto por onde que fossem. Estava vendo assim o meu livro sendo vendido, literalmente falando, pois eu acreditava que na primeira oportunidade, ou eu venderia um exemplar ou o doaria, e para falar a verdade eu já não estava mais me importando se ganharia dinheiro ou não, o que me importava era saber que estava sendo lido, seja lá por quem fosse.
Quem quiser saber algo mais a respeito das dificuldades que passei quando lancei meu primeiro livro de contos: A tragédia dos mentirosos em 1999 e também o romance Eu te amo, papai em 2014 basta clicar nos títulos e terão acesso ao conteúdo no Diário dos Escritores.
E quanto a vender um milhão de livros? É... e quanto a isso? Como já foi dito antes, ainda não cheguei a esse número de vendas, mas aqui neste tutorial deixarei preciosas dicas criadas por mim, e que eu mesmo me prontificarei a segui-las, passo-a-passo, e deixo bem claro que a cada seguimento os informarei dos resultados.
Aproveito para fazer um grande desafio, desafio a qualquer um que seguir as dicas aqui postadas a vender um milhão de livros primeiro que eu. Não importa se os livros são impressos ou digitalizados, (e-book ou e-pub). O desafio está lançado, a partir de agora veremos quem chegará primeiro na reta final.


Capítulo 02

Neste capítulo passaremos a utilizar alguns passos onde precisaremos usar estatísticas de dias, semanas ou até mesmo meses, a partir do primeiro livro vendido. A forma de vender o livro é muito importante, importante também é  que a venda seja registrada, isso é, a data da venda deve ser anotada de alguma forma para que seja contabilizada a quantidade de vendas em um dia, ou durante a semana. Organize-se anotando em uma Tabela no seu computador e também em uma Caderneta, pois nunca se sabe quando o computador dará problemas, o que seria um enorme prejuízo, tanto material quanto as informações guardadas nele.

Passo 01:  
Anotando tudo em uma tabela.

Na Caderneta de papel ou no computador, crie uma tabela parecida com a tabela abaixo, ela deve conter no mínimo cinco colunas e oito linhas. As colunas são para Data, Horário, Método de venda e Quantidade. As oito linhas são: a primeira para orientação de cada coluna e as demais representam os sete dias da semana onde serão feitas as anotações conforme solicitada em cada uma das colunas.

Tabela 01. Novembro.
Dia da semana
Data da venda
Horário da venda
Local da venda
Quantidade vendida
Segunda




Terça




Quarta




Quinta




Sexta




Sábado




Domingo





 A tabela pode ser construída para uma estatística semanal ou mensal, vai do gosto de cada um. Eu particularmente prefiro uma tabela semanal.


Passo 02:
Estipulando uma quantidade de venda de livros, por dia para se atingir uma meta no final da semana ou do mês.

Suponhamos que eu queira vender 1 (um) livro por dia, então se eu fizer isso terei sete livros vendidos ao completar uma semana.   Mas se estou começando agora e ainda tenho certas dúvidas se conseguirei ou não, então ao invés de calcular uma venda diária, faço diferente, calculo um livro vendido a cada dois dias e aumento o número de semanas de uma para duas, ou simplesmente fico com uma semana apenas para começar a ganhar confiança.
Anoto na minha tabela a data, horário e além da quantidade vendida, dou muita atenção ao local de venda, se foi mais vendido através das Redes Sociais ou de outra forma. Se as Redes Sociais forem a melhor forma de venda, tenho que prestar muito atenção aos horários e dias que aconteceram.  
As Redes Sociais são veículos da mídia que ajudam muito na divulgação de qualquer produto de forma gratuita, basta usar a inteligência.
Depois de calcular uma meta de venda, é de praxe procurar se tornar membro de Comunidades Literárias e participar bastante delas divulgando sua obra, tanto fragmentada, (versos, contos, trechos da história, resenhas e etc...), quanto postando a imagem da obra para que seja memorizada com facilidade.

Passo 03:
Divulgando em Blogs e Sites de amigos.

Primeiramente, o conveniente é criar o seu próprio blog. Em minha opinião, tanto faz um blog somente para a obra ou um coletivo, onde diversos autores também possam divulgar seus livros. O interessante de blogs coletivos é a interação. Os autores tanto podem visualizar a imagem e ler sobre seu livro como também terão seus textos e livros visualizados. Tal troca de gentileza gera tráfego ao local onde os autores expõem suas divulgações. Por isso é muito muito formular uma divulgação interessante, que faça o provável futuro leitor se interessar na compra do livro.  Mas temos que tomar muito cuidado com isso, temos o dever de dar informações corretas e verdadeiras. Qualquer falha na mensagem, escrita ou visual, poderá acarretar sérios danos ao um possível futuro promissor ao autor. Além, é claro, propaganda enganosa pode gerar uma meia dúzia de processos contra quem fez uso da mentira na divulgação. Mesmo quem não liga para isso, ainda assim pensará duas vezes se comprará novamente um livro seu.
Além de criar seu próprio blog, converse com amigos do mesmo ramo para fazerem uma troca de propagandas, um divulga o outro. Outra forma que utilizo muito é minha presença em eventos literários, tais como: Saraus, feiras de livros e etc...
Nos Saraus temos muita oportunidade de divulgar um livro, e ainda há espaço para lançamentos, o que é uma verdadeira “mão na roda”, principalmente se no dia do evento alguns de seus amigos estiverem presentes.
Tirar fotos nos Saraus segurando o livro vendido e até mesmo a parte autografada, é uma das maneiras que ajudam muito, pois sempre tem quem goste de ver fotos de locais onde elas estiveram ou simplesmente para saber quem foi, caso ela tenha faltado. Sendo assim, com certeza visualizará não somente o autor mas também sua obra e o prestigioso leitor segurando o livro.


Passo 04:
Palestras em locais públicos tais como; escolas, bibliotecas, oficinas e casas de cultura.

Minha primeira palestra foi em 1999 quando lancei meu primeiro livro de contos, “A tragédia dos mentirosos”. Aconteceu em uma biblioteca pública no bairro onde moro. Fui convidado por uma amiga, a secretária Adelina. Por ser minha primeira palestra, fiquei com certo receio, pois não sabia nem mesmo como se fazia uma. Então procurei pela Adelina e ela me disse que bastaria eu falar do livro. Que eu lesse bastante, mesmo que já tivesse com toda a história na cabeça. Então segui seu conselho, li, reli e fiz mais algum esforço para lembrar de mais coisas. Como o tema falava muito de marginalidade, drogas e etc, fiz pesquisas na tentativa de saber um pouco mais caso algum dos alunos tivesse a intenção de saber. Dito e feito, numa sala pequena com mais de setenta alunos da 6ª e 7ª série, um deles me perguntou algo sobre drogas... eu respirei fundo e dei-lhe a resposta.
Se não tivesse me preparado, com certeza passaria vergonha diante de professores e alunos. Digo isso porque se eu falo de determinado assunto em meu livro, como é que não sei responder a uma pergunta relativamente simples?
Se escrevo um livro sobre culinária, no mínimo devo saber cozinhar arroz.


Como fazer para conseguir espaço público onde poderei dar a palestra?

Para se conseguir um espaço público, basta ir até uma biblioteca, casa de cultura ou oficina cultural e se informar. Provavelmente os responsáveis pelos locais solicitarão um pequeno projeto onde se deve por todas as informações possíveis a respeito da palestra. Sendo aprovado o projeto, haverá um agendamento e se tiver boa sorte ainda poderá ganhar um pequeno cachê, pois as casas de cultura e oficinas culturais são conveniadas com o Governo do Estado e com a Prefeitura. Mas não crie expectativas quanto ao cachê, pois nem sempre eles recebem verba para isso. Caso não haja pagamento para sua palestra, não desista de fazê-la, lembre-se, estará divulgando seu livro a muitas pessoas e possivelmente até conseguirá vender alguns exemplares no dia do acontecimento.

Depois de dar pequenas dicas, agora vou me propor a segui-las também. Minha meta de venda será de 07 livros. Começarei de forma simples, tentando vender um exemplar a cada dois dias, isso significa que tenho 14 dias para conseguir vender sete livros.
Caso tenha dificuldade para mostrar aqui se consegui cumprir a meta, ainda assim a mostrarei logo que for possível, pois dependo da resposta da Editora, afinal quem contabiliza as vendas é ela. Para quem não tem tal dificuldade, basta mostrar o resultado e veremos se foi possível ou não cumprir a meta.




Capítulo 03

Como divulgar meu livro?
Enquanto aguardamos a finalização dos quinze dias, vamos abordar outros assuntos relativos a divulgação da obra literária.
Hoje em dia é muito fácil fazer divulgações de qualquer tipo de coisa. Pode-se divulgar livros, venda de imóveis, carros, bicicletas eventos e uma infinidade de outros interesses. A internet nos oferece espaço gratuito para isso.
Como o nosso o objetivo é vender um milhão de livros, então focaremos nossa atenção somente a esse tipo de venda.
Eu costumo divulgar minhas obras nas redes sociais, Facebook, Google+, Twitter e outros... há divulgações pagas e gratuitas. Prefiro a gratuita, é claro. Primeiramente devo me tornar membro da rede social na qual pretendo divulgar minha obra. Faço amizades com um número especifico de pessoas e comunidades literárias. Quanto mais amizades com comunidades literárias eu tiver, melhor para minha divulgação. Tenho em minhas amizades, comunidades literárias brasileiras, portuguesas, inglesas, e outras mais. Também tenho amizades com Academias de Letras de quase todo o Brasil e Portugal. E com certeza, não descarto a amizade com bibliotecas, tanto nacionais quanto estrangeiras...
Sempre que compartilho uma postagem de meu livro, o faço e deixo um link para que outras pessoas possam visitar a página referente e conferirem o assunto divulgado. Deixando o egoísmo de lado, ao visitar um blog ou site de outro autor, além de deixar meu comentário, também o indico a outros leitores, isso faz com que possamos nos tornar amigos e um divulgar o outro futuramente. É claro que os comentários nas postagens de blog e site de outros autores devem ser bastante honestos. Pois eu mesmo não gostaria de receber comentários sem fundamentos feitos por pessoas aproveitadoras fingindo que gostaram do que escrevi sendo que na verdade apenas usaram o espaço para se promoverem.

A divulgação é fundamental.
Passarei aqui algumas dicas de como fazer para divulgar seu livro de uma forma simples e sem gastar um tostão.

Vamos as dicas?
01-) Primeiramente crie páginas para seu livro nas redes sociais

02-) em seguida crie um texto de apresentação do seu livro. O texto dever ser objetivo, isso é, de fácil entendimento. Diga qual o tema, quantas páginas possui, (opcional: editora, nação onde foi publicado.), tema do livro e etc.

03-) escolha uma imagem da capa, de preferência com o livro em pé e meio de perfil.

04-) acesse uma rede social e se inscreva, faça amizade com o maior número possível de Comunidades literárias, tais como: Bibliotecas nacionais e estrangeiras, Academia de Letras, Editoras, Comunidades onde se postam poemas, crônicas e etc..., escritores, poetas e afins.

05-) visite todos os dias as Comunidades e também os amigos literários. Comente, divulgue seu livro e as postagens de outros também.

06-) nas Comunidades onde é permitido deixar link’s, aproveite para deixar o link da página de seu livro, e por amizade e companheirismo, deixe o de outro autor também, além de comentá-lo.

07-) toda vez que fizer uma divulgação de seu livro, se a rede utilizada permitir formatação de texto, escreva o título em Negrito, pois desta forma o Google o ajudará nas pesquisas quando alguém procurar por alguma coisa relativa a sua obra ou nome de perfil.
Exemplo: Livro: Eu te amo, papai. Autor: Paulinho Dhi Andrade.

08-) seja solidário. Quando um leitor solicitar informações a respeito de seu livro ou um autor lhe pedir ajuda a respeito de como publicar um livro, não os deixe a ver navios. Ajude da mesma forma que gostaria de receber ajuda caso precisasse.

09-) solicite de alguns amigos, principalmente autores, uma troca de favores. Você divulga o livro dele e ele divulga o seu. Isso dá bastante crédito a obra.

10-) crie promoções de seu livro. Ofereça exemplares grátis: pode-se fazer da seguinte maneira;

a-) sorteios
Crie um sorteio onde os participantes poderão participar enviando solicitações via mensagem na rede social ou por outro meio. Marque o período e a data do sorteio.

b-) quem mais curtir as postagens na sua página em um determinado tempo
Faça um anuncio, postagem, na rede social chamando os participantes para curtirem as postagens de seu blog ou site. Determine um período e a data da contagem das curtidas. Aquele que mais curtiu postagens ganha o livro.

c-) quem indicar mais compradores
Ofereça um livro grátis para quem indicar compradores de seu livro. Aquele que mais indicar durante determinado tempo, ganha um livro.

d-) quem comprar dois leva três e etc...
Faça uma promoção. Quem comprar três livros recebe um de graça. Pode criar outro tipo de promoção também, basta usar a criatividade.

Existem várias formas de se divulgar um livro. Use a imaginação.  Uma das maneiras, que pode até ser considerada garantida, é ir direto na fonte. Converse com um(a) amigo(a) e fale sobre seu livro. Ofereça descontos. Tente fazer com que entenda a sua vontade de vender o livro. Mas não insista caso a pessoa não se interessar, pois isso causa incômodo, além de ser muito chato.
Separar um trecho do livro para utilizar nas postagens, também facilita despertar o interesse pela compra. Aliás, ninguém quer comprar algo sem saber do que se trata. O ideal é solicitar de alguém que domine a língua portuguesa ou a utilizada no livro, para fazer uma sinopse.
Quanto mais o autor mostrar seu trabalho ao público, melhor para ele. E não pode esquecer que seu objetivo é vender, por isso seu livro tem que estar sempre em evidência.
Toda vez que vender um livro, solicite do leitor que ao terminar a leitura, faça um breve resumo do que achou da obra. A opinião do leitor é fundamental. É claro que pode acontecer de um ou mais leitores não gostar do que leu, então esteja preparado para isso. Se um leitor falar mal de seu livro em plena rede social, onde milhares de pessoas irão ler, não se aflija e nem procure dar justificativas, afinal de contas a opinião foi dele e ele tem todo o direito de não gostar e ainda por cima mostrar a qualquer um que ele não gostou. Simplesmente o agradeça pela leitura, cooperação em comentar e se possível solicite dele diante de todos onde não agradou e se seria possível que o ajudasse. Muitos críticos ajudam, outros simplesmente se calam ao perceber que sua opinião não o afetou de forma desagradável. Ser gentil somente com os leitores que gostaram de seu livro é meio parecido com “só gosto de quem gosta de mim.”, e isso não é nada bom para ninguém. De repente aquele que fala mal de sua obra é o que mais o está ajudando, pois até mesmo falando mal ele o está colocando em evidência. Caso receba algum palpite, receba de bom grado. Se lhe servir, use-o. Se não servir, guarde-o, quem sabe mais tarde pode lhe ser útil.

Conte sua história.
Utilize sua história para que o futuro leitor o conheça um pouco mais.

Com certeza todos nós temos uma história para ser contata. Já que aqui estamos nos referindo a livros, então a história tem que ser relativa a ele. Como e quando você publicou seu livro? Ao narrar sua história, poderá ajudar muita gente a não desistir de publicar seu primeiro ou segundo livro. Eu tenho duas histórias que marcaram minha vida. Sei que cada um tem a sua e dificilmente são idênticas podem ser bem parecidas. Quando lancei meu primeiro livro, contos, em 1999, tive diversos apuros, não só de dinheiro, mas também de saúde. Minha história pode ser conferida no blog do Diário dos Escritores.
Muitas vezes, ao perceber certas dificuldades, acabamos por sentir vontade de desistir de tudo. Eu mesmo já senti tal vontade diversas vezes, mas a vontade de vencer sempre foi maior, então eu acabava reagindo e minha reação fazia com que eu acabava sendo o vencedor.
Para elaborar sua história, prepare-se para surpresas. Mesmo que acredite lembrar de tudo, provavelmente surgirão novas lembranças, e elas devem ser anotadas. Diga como surgiu a inspiração para escrever o livro, as dificuldades para encontrar uma editora que aceitasse publicá-lo, as dificuldades para pagar a editora, sobre sua saúde física, mental, problemas com amigos e familiares, e etc. Muitas vezes a história do autor acaba sendo mais interessante que o próprio livro que ele está divulgando.