sexta-feira, 18 de setembro de 2015

IARA / A OSTRA DE LUZ -/ HISTÓRIA INFANTIL


IARA, A OSTRA DE LUZ
(THYMONTHY BECKER)
GUARDO NA MEMÓRIA, UMA TÃO BELA HISTÓRIA, QUE EU JÁ OUVI CONTAR.
DO TEMPO EM QUE O SOL MORAVA, DENTRO DA OSTRA IARA, LÁ NO FUNDO DO MAR.

IARA, UMA OSTRA IMPONENTE, ESTAVA SEMPRE CONTENTE, LÁ NO FUNDO DO MAR.
POIS DENTRO DELA MORAVA, A LUZ QUE ILUMINAVA, TODO AQUELE LUGAR.

BEM CEDINHO A OSTRA SE ABRIA, PORQUE ELA JÁ SABIA, ERA ORA DE ILUMINAR.
DE TARDINHA ENTÃO SE FECHAVA, E A LUZ SE APAGAVA, PARA A NOITE ENTÃO CHEGAR.

O MAR SE ORGULHAVA, PORQUE O SOL ALI MORAVA, E TODOS VIVIAM BEM.
O CÉU SÓ TINHA ESTRELAS, NÃO TINHA TANTA BELEZA, QUE SÓ O MAR É QUE TEM.

CONTAM QUE TAMBÉM HAVIA, UMA CERTA ENGUIA, QUE MORAVA POR LÁ.
NÃO SATISFEITA, DE VER ESTA LUZ PERFEITA, QUE ESTAVA SEMPRE A BRILHAR.

COM INVEJA DA OSTRA, ESTA ENGUIA AINDA MOÇA, DISSE: __ESSA LUZ VOU ROUBAR.
JUNTO COM SEU NAMORADO, UM ENGUIA ATRAPALHADO, PEGAR A LUZ FOI TENTAR.

SAÍRAM AINDA CEDINHO, PLANEJARAM PELO CAMINHO, COMO O SOL IAM PEGAR.
QUANDO A OSTRA SE ABRISSE, A HORA EM QUE A LUZ SURGISSE, UM CHOQUE NELA IAM DAR.

COMO HAVIAM PLANEJADO, O PLANO FOI EXECUTADO, O CHOQUE A OSTRA LEVOU.
PARA ALEGRIA DA ENGUIA, O SOL QUE NA OSTRA VIVIA, DELA SE SOLTOU.

A ENGUIA E SEU NAMORADO, PEGANDO O SOL ROUBADO, FUGIRAM RÁPIDO DALI.
SEM A LUZ QUE ILUMINAVA, NINGUÉM VIA MAIS NADA, SÓ ESCURIDÃO HAVIA ALI.

OS PEIXES LÁ DO FUNDÃO, CHAMARAM O TUBARÃO, PARA IR O SOL SALVAR.
O TUBARÃO CHAMOU O GOLFINHO, A ARRAIA E O CAVALO MARINHO, ATÉ A BALEIA VEIO AJUDAR.

PARTIRAM ENTÃO À PROCURA, NAQUELAS ÁGUAS ESCURAS, DA ENGUIA E O NAMORADO.
VIRAM OS DOIS FUGINDO, LÁ LONGE JÁ ESTAVAM INDO, COM O SOL NO SACO AMARRADO.

A ENGUIA E O NAMORADO, FICARAM DESESPERADOS, E SUBIRAM À SUPERFÍCIE.
DEIXARAM O SACO ABRIR, O SOL COMEÇOU A SAIR, E ILUMINOU A PLANÍCIE.

A ENGUIA E O NAMORADO, E OS PEIXES DESESPERADOS, NÃO SABIAM O QUE FAZER.
O SOL SUBIU LENTAMENTE, ASSIM DEFINITIVAMENTE, NÃO PODERIA MAIS DESCER.

PARA TRISTEZA DO MAR, O SOL NO CÉU FOI MORAR, DEIXOU A OSTRA VAZIA.
E IARA COMEÇOU A CHORAR, SEM A SUA LUZ A BRILHAR, SUA CASA NÃO MAIS ABRIA.

CONTAM POR ESSE MAR, ISTO QUE VOU TE CONTAR, QUE É A PURA VERDADE.
QUE A ENGUIA DE TRISTEZA, FOI MORAR NAS PROFUNDEZAS, POR CAUSA DE SUA MALDADE.

CONTAM TAMBÉM POR AQUI, EU SEI PORQUE JÁ OUVI, QUE A OSTRA ESTA FECHADA.
DIZ QUE SÓ VAI ABRIR, QUANDO O SOL VOLTAR ALI, E NELA FAZER MORADA.

Esta história faz parte da coleção "No Fundo do Mar" de Thymonthy Becker.