sexta-feira, 23 de setembro de 2016

"PRIMAVERA DE ÁGUAS MORTAS"




Dos tempos idos
Tempos que não vivi
Rio Pinheiros quantas flores
E primaveras passaram por ti

Rio de perfumado primaveril
Das águas dóceis ou hostil
Hoje és tu primavera de águas mortas
Que de suas margens a flor sumiu

Rio de águas claras
Orgulho de uma cidade
Suas flores desapareceram
Diante de tamanhã insanidade 

Tu que fostes a praia dos enamorados
Suas claras águas hoje in memorian 
Arquivo perdido de nossa historia 
Rio Pinheiros em detritos ancorado

Hoje novamente é primavera 
Em suas margens flores já não existe
Lhe transformaram em rio de águas mortas
A natureza hoje esta mais triste


                 Poeta do Sertão
                      25-08-2016