sábado, 20 de fevereiro de 2016

"A VOZ DA NATUREZA"





Vem lá da floresta
Uma ofegante voz
Quase imperceptível 
Sussurrando a reclamar

Uma solitária arvore 
Saudosa se põem a chorar 
Relembra dos bons tempos
E de um belo lugar

Destemida a valente
Resistiu a devastação 
Sente-se cansada entristecida 
Lagrimas banham o chão

Sente falta 
De toda beleza natural
Do cheiro de mato 
Dos pássaros, dos animais
Dos rios e índios que não existem mais

Chegaram os exterminadores
Minhas irmãs foram ao chã
Esvaíram-se as águas
Desapareceram os animais

Hoje zangada a natureza
Ao longe se faz ouvir
Risca o céu com seu clarão
Seus raios se abrigam no chão

Se manifesta entre raios e trovão
Estremecendo ao próprio chão
Cobra raivosa 
Por toda devastação

Ouço a voz da solitária arvore 
Me explicando a destruição...


            Poeta do Sertão
               20-02-2016