quarta-feira, 7 de outubro de 2015


 


UNS AGRADOS AO GRÃO-MESTRE
(para Fernando Pessoa)


Ante teus ecos, recuo,

mas, dentro deles, eu fico.

E rápido, os desconstruo,

reinvento, significo.



Uno-me á ti, somos duo.

Contigo, me multiplico.

E descomplicado, fluo,

no simples que sofistico.



E assim sendo, continuo

aprendiz do que pratico.

Na poesia, em que evoluo

profano . . . e me santifico.



Sem medos, me sacrifico.

De escrever, não me extenuo.

Semeio-te e frutifico,

(sem findar) no que concluo.









PAULO MIRANDA BARRETO         10/2015
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